28/08/2016

Em defesa do Pokémon Go

Há um mês e qualquer coisa, surgiu este tal de Pokémon Go. A Niantic (ou a Nintendo, lá sei) surgiu com este conceito super inovador e groundbreaking, mas rapidamente brotaram críticas à aplicação. Devo confessar que sabia da existência desta série, ícone de uma geração. Não percebia nada daquilo! Quando pensava em Pokémon, pensava imediata e somente no Pikachu.

Decidi experimentar. Epa, não tinha nada para fazer e a ideia de abater umas calorias até me agradava. Inicialmente, foi um desastre! Aquilo não pegava nem por nada. Tive, inclusivamente, de mexer nas definições de programador do meu telemóvel. O bicho até suportava a coisa, só que teimava em dar erro. Lá funcionou. Joguei pela primeira vez. Pokéstops (onde se apanham pokébolas e quês)? Nem vê-las na minha zona (mentira, há duas). Organizei uma caminhada com uma amiga que também não percebia nada daquilo, só que engraçou com as criaturas. Correu tudo bem: não fomos atropeladas, violadas, burladas…
E era aqui que queria chegar. A população mais madura parece não engatar com o jogo. Não é que tenham de jogar (porque não têm), mas também não querem deixar os outros jogar. Alguns até fazem pouco de quem joga. Ora bem, o argumento dos perigos até é compreensível. Mesmo assim, não vão deixar uma criança de cinco anos jogar sozinha. Qualquer jovem adolescente tem consciência de que pode ser atropelado, caso não pare de jogar na estrada. O mesmo jovem também sabe que não pode invadir propriedades privadas e tem inteligência suficiente para não se deixar ir por estranhos. Tudo o que mexe e não tem capacidades mentais para se meter no joguinho, não deve fazê-lo. Simples!
Agora que este assunto está arrumado, chega outro. Ah, nunca falam, andam agarrados ao telemóvel. O que me lembra do outro discurso: aquele nunca me sai do quarto. Este jogo, quer se queira ou não, implica que a pessoa se desloque para atingir certas metas e capturar certas criaturas. Entretanto, ao passarem pelas ditas Pokéstops, encontram outros jogadores. Aí, podem conviver (ou não). Isto até serve de pretexto para se fazer um ou outro amigo, já viram? Só coisas boas.
Claro, como em tudo, há limites. A lei e o bom senso restringem tudo o que o treinador pode fazer. Não se preocupem com a rapaziada, que isto até é giro e faz mexer as pernas. Se fossem a uma Drogastop é que era pior. Pensem positivo, se educaram bem as vossas crianças, nada de mal acontecerá.

2 responses to “Em defesa do Pokémon Go”

  1. Não que o meu telemóvel fosse suportar a app… mas a minha mãe proibiu-me 🙁

  2. Inês Elias says:

    Tens de lhe mostrar isto!!! xD

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