11/05/2018

Toda a verdade sobre as viagens de finalistas tradicionais

Ah, as viagens de finalistas… Aquele momento que, para muitos, é o auge de doze intensos anos, para outros, nem tanto. A verdade é que nem todos se sentem atraídos pelo espetáculo montado pelas reportagens televisivas. Eu era uma dessas pessoas.

Hoje em dia, quando se pensa em viagem de finalistas, pensa-se em sexo, álcool e drogas. Agora também se pensa em hotéis destruídos, como se tivessem sido bombardeados – não fosse o nosso jornalismo o que é, não é verdade? Enfim, tudo MITO. Sim, é isso mesmo, mito. Vamos lá esclarecer esta trapalhada.

Comecemos pela história da minha viagem de finalistas. Em Julho do ano passado, eu e uns colegas decidimos constituir uma lista candidata à comissão de finalistas (uma espécie de associação de estudantes só para o décimo segundo ano que organiza viagens e planeia um baile). Consultámos quase todas as agências de viagens para finalistas do mercado e escolhemos a Sporjovem para organizar a que propúnhamos. Fomos a votos com a nossa protagonista Marina D’Or (Valência, Espanha) e outros destinos europeus. Empatámos na primeira volta, mas perdemos por três na segunda – a lista vencedora concorreu com a empresa que organiza a viagem da minha escola há uma porrada de anos. Mesmo perdendo, decidimos que seríamos leais às nossas propostas eleitorais e fomos para Marina D’Or.

É óbvio que eu não ia muito convencida… Logo eu, que adoro dormir, ir para um autêntico festival. Sempre me imaginei num destino romântico, a saltitar entre monumentos e igrejas, nunca me vi a apanhar bebedeiras em Espanha. Mas fui. E não me arrependo NADA.

Na semana que precedeu a viagem, só conseguia pensar no quão perigoso ia ser, em como não me ia conseguir controlar embriagada e ia acabar por me atirar da varanda, em como ia ser assediada ou violada, lá sei, só me faltou planear o meu funeral.

Quando cheguei, parecia que tinha aterrado em Miami. Fomos acolhidos com uma festa na piscina interior de um dos hotéis, depois de uma viagem um tanto demorada e cansativa. As festas durante a tarde acompanharam-nos durante a toda a semana. O ambiente era bastante descontraído, ouvia-se um pouco de tudo e deu para recordar aqueles hits velhinhos. Para mim, a melhor festa foi a SPArty Sensation – uma festa no maior balneário de águas marinhas da Europa que faz muuuuuuito bem à pele.

À noite, era um pouco diferente. O bom ambiente prolongava-se, claro, só se tornava muito mais animado. A noite só acabava de manhã. Até ao amanhecer, os melhores artistas de música eletrónica e de hip-hop português da atualidade entretinham o Palácio D’Or – o palco principal do resort. Depois, era hora de seguir para as after-partys (cada discoteca dispunha de um estilo de música próprio). A festa terminava com o pequeno-almoço, para muitos, a melhor das refeições.

Já que falei em comida, vou esclarecer o panorama gastronómico dos hotéis espanhóis. A comida é saborosa, mas não é a portuguesa. Tem um pouco de óleo a mais para o que estamos habituados, mas é tolerável se forem variando a vossa alimentação. A fruta é muito boa. Quanto à água, é provável que não consigam bebê-la. Nós, por exemplo, compravámos água engarrafada no supermercado e levávamos para o bufete.

Se ainda não estão convencidos de que não precisam de ser festivaleiros para adorar uma viagem de finalistas tradicional, devo dizer-vos que é uma atmosfera brutal e muito portuguesa. Todos se respeitam a todos, há sempre o pessoal que bebeu uma a mais, há sempre quem fume uma ou outra, mas é uma minoria. O número de ocorrências que os meios de comunicação social anunciam inclui desde bolhas nos pés a indisposições gastrointestinais. A viagem de finalistas é aquilo que vocês quiserem fazer dela. Se querem desportos radicais, podem tê-los. Se querem passar o dia de papo para o ar, também podem. O destino que escolherem, pelo menos o meu, deixa uma grande liberdade de personalização.

Como foi a vossa viagem de finalistas? Contem-me tudo na caixa de comentários e não se esqueçam de subscrever, para não perderem nem um bocadinho.

One response to “Toda a verdade sobre as viagens de finalistas tradicionais”

  1. Margarida says:

    É, sem dúvida, tal como dizes. Fui como tu, e como comentámos no primeiro dia “acho que não vou gostar nada disto” e no fim da semana estávamos a rir de termos achado isso. É uma pena que o jornalismo português faça crer que é só sexo, álcool e drogas, quando na verdade não é isso que acontece. Obriga por escreveres isto 😉 <3

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